terça-feira, 22 de janeiro de 2013

22 de janeiro... na Casa de Chá de Serralves.


"Há 31 530 000 segundos num ano. 
Mil milissegundos num segundo. 
Um milhão de microssegundos. 
Mil milhões de nanossegundos. 
E a única constante que liga nanossegundos a anos é a mudança.
O universo, do átomo à galáxia, está num estado de fluxo permanente. 
Mas os seres humanos não gostam da mudança.
 Resistimos-lhe. Assusta-nos.
 Então criamos a ilusão de estabilidade porque queremos acreditar num mundo imutável, o mundo do presente.
No entanto, o nosso grande paradoxo mantém-se.
 Mal apreciamos o presente, esse presente desaparece.
Agarramo-nos a vislumbres, mas a vida são imagens em movimento.
 Cada nanossegundo é diferente do anterior.
 O tempo obriga-nos a crescer, a adaptar-nos, porque, sempre que piscamos os olhos, o mundo move-se debaixo dos nossos pés."


Este excerto foi retirado de um conjunto de textos, que tentam decifrar o mundo de uma criança autista. E ficou-me na cabeça, assim que o li, há meses.

O dia 22 de janeiro é o dia mais longo de todo o ano, para mim.

Não fazendo deste post, a página de um diário emocional, não podia deixar de escrever, em "voz" alta, que esta, em particular, é uma data, em que irei, até ao fim dos meus dias, questionar o poder da mudança ou, ao invés, a comodidade da estagnação.
Como o tempo meteorológico continua devastador... apenas saí de casa para beber um chá, com uma daquelas amigas que nos aquecem a alma e o coração, mesmo nos dias mais intempestivos. Naqueles dias, em que mesmo o sol brilhando, a nossa vida está cinzenta, como se de um luto eterno não nos conseguíssemos libertar.

 


Escolhemos a Casa de Chá de Serralves, pela envolvência. Os jardins que rodeiam este espaço fazem-me lembrar "O Diário da Nossa Paixão". Uma gigante mansão em estilo romântico onde sabe bem passar o tempo. O requinte do que nos é servido à mesa, indica que esta, foi uma escolha acertada. O Porto tem destas coisas. É apaixonante todos os dias. Mesmo naqueles que a memória quer afastar todo e qualquer sentimento de romantismo, numa espécie de melancolia atroz.


 
Este, também é o dia em que escolhi sugerir-vos um filme recente, com uma história ímpar. "Seis sessões" é inspirador e merece especial destaque. A banda sonora, essa, faz parte deste 22 de janeiro e fica aqui como uma das mais belas canções da minha vida.


Deixo ainda uns últimos links, com algumas sugestões de atividades, para os próximos meses, aqui, na cidade invicta.

 







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